Viver com uma perturbação de ansiedade, acarreta um sofrimento significativo. É importante a procura de ajuda especializada, nomeadamente, apoio psicológico, de forma a conseguir compreender as causas da ansiedade e as estratégias adequadas para a gerir e ultrapassar.

Do ponto de vista técnico, a ansiedade é um sentimento que tanto nos pode beneficiar ou prejudicar, dependendo das circunstâncias ou intensidade, podendo-se tornar patológica, influenciando negativamente o nosso funcionamento psicológico e físico.

Quando é que se transforma num problema? Numa perturbação psicológica? Quando é sentida de uma forma continuada e intensa, influenciando o nosso funcionamento no dia-a-dia.

A ansiedade é um sentimento vago e desagradável de medo, apreensão, caracterizado por tensão ou desconforto derivado de antecipação de perigo, de algo desconhecido ou estranho. Enquanto o Medo é a resposta emocional face a uma ameaça iminente, real ou percebida, a  ansiedade é a antecipação de uma ameaça futura, que se associa com frequência a tensão muscular e vigilância em preparação para perigo futuro e comportamentos de cautela ou evitamento.

Segundo o DSM-V (Manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais- quinta edição- da Associação de psiquiatria americana), existem vários tipos de perturbações de ansiedade, sendo as mais frequentes:

  • Fobia específica – medo ou ansiedade acentuada acerca de um objeto ou situação (p.e.: voar, animais, etc.), que provoca uma resposta imediata de medo e ansiedade, levando a que seja evitado ou suportado com muito sofrimento. O medo ou ansiedade sentida é desproporcional ao perigo real do objeto ou situação e ao contexto sociocultural; sendo persistente ao longo do tempo.
  • Ansiedade social (fobia social) – Medo ou ansiedade acentuados acerca de uma ou mais situações sociais em que o indivíduo é exposto a possível avaliação por outras pessoas. Exemplos incluem interações sociais (p. ex., manter uma conversa, encontrar pessoas que não são familiares), ser observado (p. ex., comendo ou bebendo) e situações de desempenho diante de outros (p. ex., proferir palestras). As situações sociais geram quase sempre respostas de medo ou ansiedade, levando a que as pessoas evitem ou sejam suportadas com um sofrimento significativo. Estes sintomas persistem no tempo e são desproporcionais à situação e contexto sociocultural
  • Pânico – o principal sintoma da perturbação de pânico são os ataques de pânico recorrentes e inesperados. Um ataque de pânico é um surto abrupto de medo intenso ou desconforto intenso que alcança um pico em minutos e que durante o qual ocorrem alguns destes sintomas: Palpitações, coração acelerado, taquicardia; Sudorese; Tremores; Sensações de falta de ar ou asfixia; Dor ou desconforto torácico; Náusea ou desconforto abdominal; Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio; Calafrios ou ondas de calor; Parestesias (anestesia ou sensações de formigamento); Desrealização (sensações de irrealidade) ou despersonalização (sensação de estar distanciado de si mesmo); Medo de perder o controle ou “enlouquecer”; Medo de morrer. Após uma situação de ataque de pânico, a pessoa sente, ao longo do tempo medo que possa voltar a ter outro ataque de pânico ou consequências negativas deste e/ou mudança negativa no comportamento que tem como objetivo evitar novo ataque de pânico.
  • Ansiedade generalizada – ansiedade e preocupações excessivas, na maioria dos dias, prolongando-se no tempo, sendo difícil controlar essa preocupação. Paralelamente, é frequente sentir-se: Inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele; fadiga; irritabilidade; tensão muscular; perturbação do sono (dificuldade em conciliar ou manter o sono ou sono insatisfatório e inquieto. A intensidade, duração ou frequência da ansiedade e preocupação é desproporcional à probabilidade real ou ao impacto da situação antecipada e interfere no dia-a-dia. As pessoas podem ter outras queixas somáticas e outras condições médicas frequentemente associadas ao stress.

Por vezes é difícil pedir ajuda. Fechamo-nos sobre nós próprios e vamos “aceitando” viver com um sofrimento, que vai cada vez pesando mais. Não tem de ser assim. No Mind Coaching pode ter o apoio que necessita.

Ao entrarem em contacto connosco iremos ajudar-vos a serem a versão mais feliz de vocês próprios:

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