Estados de Humor: Quando o nosso Humor se Altera.

É normal sentirmos que o nosso humor é alterado consoante o ambiente que nos rodeia. Muitas vezes sentimo-nos tristes por simplesmente não vermos o sol brilhar lá fora, por estarmos num trabalho com o qual não nos identificamos, por estarmos numa relação tóxica, ou seja, são inúmeros os acontecimentos do dia-a-dia que podem alterar o nosso estado de humor e que este se prolongo por um período maior de tempo.

O humor reflete a forma como um indivíduo se sente globalmente num determinado momento, sendo por isso considerado um estado transitório, mas capaz de influenciar o comportamento (Forgas, 2012).

Por outro lado, quando estamos a reagir de modo incompatível ou exagerado para determinada situação, ocorre um transtorno de humor. Esse desequilíbrio no humor tanto pode ser positivo (estado maníaco) como negativo (estado depressivo). Há também estados em que o humor está particularmente agitado e turbulento (estado misto). Isto são características de uma personalidade bipolar.

Como o humor define a perceção de risco, quando a nossa perceção está exageradamente elevada (eufóricos), sem razões para tal, é comum exporem-se ou envolverem-se em situações de maior risco. Por outro lado, os estados depressivos tendem ao retraimento e inibição. Estas variações tornam o humor imprevisível.

Para Werneck (2011), os estados de humor são um indicador do bem-estar psicológico, ou seja, um estado psicológico, composto por um conjunto de sentimentos positivos e negativos, podendo variar em intensidade e duração.

Diferentes Factores que Influenciam o nosso Humor (Watson&Clark (1994)):

  • Fatores exógenos: podem ser condições temporárias do meio ambiente, tal como uma série de dias chuvosos ou uma nova música na aula de aeróbica.
  • Ritmos endógenos: incluem processos biológicos inatos, que são associados com um ciclo natural no humor, tal como o ciclo menstrual.
  • Traços e temperamento: referem-se a tendências individuais gerais para experimentar estados de humor positivos ou negativos, de níveis específicos de intensidade
  • Variabilidade característica: descrevem diferenças individuais estáveis na magnitude de flutuações de humor.

Como Combater as Mudanças de Humor:

  • As atividades físicas trazem inúmeros benefícios, entre os quais a redução do stress, a diminuição da ansiedade, da depressão e da agressividade, e claro na melhoria do humor.
  • Técnicas de relaxamento: seja através de meditação, ioga, técnicas de respiração,,… Ajuda-vos a estar presentes no momento, a relaxar, descontrair.
  • Procurar ajuda de um profissional: seja um terapeuta, médico ou psiquiatra, um bom profissional irá conseguir diagnosticar, tratar ou encaminhar para aquilo que for a vossa necessidade naquele momento.

Lembrem-se humor é diferente de emoção. As emoções sentimos momentaneamente (ex: sentimo-nos felizes quando nos elogiam; tristes perante a morte de uma pessoa chegada; zangados com algo que nos corre mal; …) Mas passado pouco tempo esse sentimento passa. Agora, quanto ao humor, pode ter uma duração mais prolongada, podemos andar com um humor deprimido ou eufórico durante várias semanas.

Com a Mind Coaching vamos ajudar-vos a perceber a raiz do vosso problema e a encontrar as ferramentas necessárias de acordo com as vossas necessidades, acompanhando-vos na vossa jornada de auto-conhecimento e a cuidarem do vosso bem-estar.

Deste modo, poderão não só passar a compreender e conhecer as coisas que são como gatilho para vos fazer mudar de estado de humor, mas também aprenderão como reagir de modo mais positivo e menos emocional a tais estímulos.

Como tal, tornar-se-ão numa pessoa que vocês reconhecem e apreciam e em torno de quem outras pessoas também quererão estar!

Bibliografia

Forgas, J. (2012). Belief and affect: On the mental pre-cursors of health-related cognition and behaviour. Journal of Health Psychology, 18(1), 3–9. https://doi.org/10.1177/1359105312448869

Watson, D.; Clark, L.A.(1994). The vicissitudes of mood: a schematic model. In: EKMAN, P.; Davidson, R.J. (Eds.). The nature of emotion: fundamental questions. New York: Oxford University.

Werneck, F. Z., & Navarro, C. A. (2011). Nível de atividade física e estado de humor em adolescentes. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 27(2), 189-193.

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