O Síndrome de Wendy: Para os “Peter Pans” existem as “Wendys”!

Kiley afirmava: “Além da popular história do Peter Pan, na vida real podem existir homens que continuam a agir como meninos, apesar da idade, e mulheres que atuam como mães, em vez de esposas. Homens Peter Pan e mulheres Wendy? É possível?”

Quem era a Wendy na história do Peter Pan?

Wendy era a fiel amiga de Peter Pan, que abandonou sua própria vida e família para viver com ele na “terra do nunca”, onde ele podia viver sem crescer. Lá, ela adotou o papel de boa mãe. Tinha todas as responsabilidades, cuidava dos meninos quando Peter estava fora, fazia a comida, cuidava das roupas, da segurança deles e ainda sobrava tempo para ser uma boa ouvinte e uma mãe carinhosa. Basicamente, Wendy assume todos os riscos e responsabilidades que Peter Pan não consegue assumir. É ela a responsável por ele sair triunfante no final da história. Ou seja, ela era a responsável também por Peter não querer crescer.

Como se caracteriza o complexo de Wendy?

Ainda não é reconhecido oficialmente no campo da Psicologia, mas é discutido e pesquisado desde a década de 80.

O complexo de Wendy pode ser reconhecido em pessoas (principalmente nas mulheres) que manifestam uma preocupação excessiva pelo bem-estar do outro, acompanhada de sentimentos de medo de rejeição e insegurança contínua. Essas pessoas apresentam comportamentos significativos, como por exemplo: sentir-se imprescindível, tentar fazer o par feliz de maneira persistente, evitar que o outro se chateie, pedir desculpa por tudo que faz, entre outros. Procuram ser aceites pelos demais, tentando sempre agradar ao outro, pois acreditam que assim ganharão respeito.

Centrar a nossa existência no cuidado dos outros provoca uma gradual auto-destruição. A queda da auto-estima ou o esgotamento físico e mental podem gerar perfeitamente uma depressão.

No caso das mulheres, muitas interiorizam essas obrigações, não por imposição, mas sim porque é assim que as coisas funcionam há várias gerações.

Porque quem cuida e ajuda, ama. Porque dar tudo é, aparentemente, uma forma excecional de amar.

No entanto, às vezes esquecemo-nos de algo muito importante: quem dá também merece e deve receber. Amar é dar e receber!

É aí que começa o problema, a dissonância emocional, a tristeza.

Muitas vezes, a existência de uma pessoa com Síndrome de Wendy também significa que há um Peter Pan na sua vida. Então, a Wendy vai procurar fazer todas as coisas que essa pessoa não faz e ser responsável por aquilo que ela não quer assumir.

Como pode fazer mais por si?

  • Nunca deixe de ser você mesmo, por mais que ame a outra pessoa;
  • Não peça perdão por algo que não fez;
  • Aprenda a dizer não! É fundamental para o amadurecimento emocional. A dificuldade em negar algo a alguém está intimamente ligada ao desejo de ser aceite e ao medo da rejeição;
  • Aprenda, por outro lado, a corrigir os seus padrões de pensamento, especialmente aqueles que trazem sofrimento. Quebre ideias como “se eu cuidar melhor desta pessoa, ela vai gostar mais de mim”;
  • Deixe de projetar todas as suas esperanças e desejos na outra pessoa;
  • Lembre-se: no amor merecemos dignidade! Não aceite menos! Aprenda a receber e lute pela sua integridade pessoal;
  • Aprenda a ser feliz sozinho. Desfrute da sua companhia, fique a conhecer-se um pouco mais todos os dias. Estabeleça metas, desafie-se, ponha-se à prova, nunca sabe o que vai descobrir sobre si mesmo até tentar.

Se é fácil fazer todas estas mudanças? Não. Mas também não estamos a dizer para o fazer! O principal é reconhecer o problema.

Agora pode partir para a ação, tentando emancipar-se deste fardo que é viver em função dos outros!

Não tenha medo de pedir ajuda, não existe qualquer fraqueza nisso. Contar com ajuda profissional deve ser visto como um sinal de força, por se ser capaz de reconhecer os próprios problemas! No Mind Coaching ajudamos sem julgar. Junte-se a nós e viva a sua melhor vida!

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