A importância da Auto-Valorização e como melhorá-la!

Parece-vos que de vez em quando, se dá demasiada importância à noção de auto-valorização? Se sim, considerem o seguinte: Acreditar no nosso valor é um fator crucial para a saúde mental. Se isso, é fácil ficarmos deprimidos e ansiosos. Desvanecer no background em situações sociais é fácil. Mais, é fácil deixar que oportunidades excelentes seja desperdiçadas. Podemos desenvolver uma noção saudável de auto-valorização sem perder empatia pelos outros e sem nos tornarmos excessivamente egocêntricos. Graças a todos os seus benefícios, a auto-valorização pode trazer-nos muita felicidade, assim como às pessoas de quem gostamos. Assim sendo, aqui estão todos os motivos pelos quais a devemos melhorar!

Definição de Auto-Valorização

A maioria dos dicionários define auto-valorização como sinónimo de auto-estima, querendo dizer “pensar bem de nós mesmos”. Esta definição de auto-valorização não reconhece a diferença entre os dois conceitos.

O conceito de auto-estima foi mencionado pela primeira vez em 1657. Não admira ser um conceito conhecido! O que muitos não reconhecem é que auto-estima é algo que se adquire de fontes externas. Quando temos auto-estima, deve-se a termos ido de encontro a critérios definidos por outrem.

Por exemplo, se somos ginastas, teremos muita auto-estima se tivermos um bom desempenho numa competição local e mais ainda se ganharmos uma competição nacional. Desempenhamos bem a nossa função em comparação com o que outros fizeram ou definiram como medida de sucesso. A mesma coisa acontece num ambiente de trabalho ou até mesmo num relacionamento.

Auto-valorização é algo diferente. Este conceito não apareceu até 1965. Auto-valorização é a crença de que temos valor, independentemente do que alcançámos ou não. Nós somos relevantes! Não somos relevantes porque somos bons em comparação com outras pessoas ou porque atingimos critérios de bom desempenho. Temos valor simplesmente porque somos nós, porque existimos. Auto-valorização é intrínseca e dá-nos a capacidade de receber auto-estima.

O que as pessoas têm a dizer sobre Auto-Valorização

Alguns dos maiores líderes, artistas e figuras públicas têm falado sobre auto-valorização desde antes do conceito ter sido criado. O interesse em torno da auto-valorização dura até hoje. Aqui estão algumas das citações mais relevantes sobre o tema:

“Tu, assim como qualquer outra pessoa no universo, mereces afeto.” ~Buddha

“Aquilo que se encontra atrás de nós e aquilo que se encontra diante nós são assuntos ínfimos comparados com aquilo que se encontra dentro de nós.” ~Ralph Waldo Emerson

“Quem olha para for a, sonha. Quem olha para dentro, desperta.” ~Carl Jung

“Demorei muito tempo a deixar de me julgar através dos olhos de outra pessoa.” ~Sally Field

“Um homem não pode estar confortável sem a sua própria aprovação..” ~Mark Twain

“Por acreditarmos em nós mesmos, não tentamos convencer outros. Por estarmos satisfeitos com nós mesmos, não precisamos de outros. Por nos aceitarmos a nós mesmos, o mundo inteiro aceita-nos..” ~Lao-Tzu

A importância de Auto-Valorização para Saúde Mental

A auto-valorização parece proteger-nos de vários tipos de doenças mentais e problemas emocionais. Baixa auto-estima é identificada como um fator relevante em problemas de dependência, depressão, ansiedade e relacionamentos.

Quando não acreditamos no nosso valor inerente, drogas, álcool e outras dependências parecem aliviar a dor. Poderemos batalhar para nos liberarmos da dependência somente com força de vontade. Mas, sempre que nos sentirmos piores com nós mesmos, cairemos mais profundamente na dependência, ou regressaremos a ela. Nunca conseguiremos superar os efeitos da dependência até termos desenvolvido uma noção forte de auto-valorização.

A depressão, ansiedade e outras condições mentais acontecem frequentemente nas pessoas que lidam com baixa auto-valorização. Neste momento ninguém sabe se são as condições mentais e o estigma associado a elas que causam a baixa auto-valorização, ou se o processo ocorre ao contrário. De qualquer das formas, alimentam-se uma à outra, criando uma sensação persistente de irrelevância e desespero. Neste caso, tanto a condição mental como os problemas de auto-valorização devem ser resolvidos.

Pessoas que não dão valor a si mesmas tendem a entrar em relações pouco saudáveis. É normal procurarem alguém que acreditem poder fazer por elas o que não conseguem fazer por si mesmas. Ou, podem procurar alguém que lhes pareça inferior, para que se sintam melhor com si mesmos.

Independentemente de como acontece, a relação começa danificada e só fica pior e menos saudável com o passar do tempo. A relação não se pode curar até ambas as partes terem desenvolvido uma forte noção de auto-valorização. Para alguns, tal nunca acontece e a relação acaba. Ao melhorarem a sua auto-estima, podem construir uma vida melhor de qualquer forma.

Benefícios da Auto-Valorização

Ter uma noção saudável de auto-valorização não previne só problemas de saúde mental. Tem inúmeros benefícios positivos. Quando damos valor a nós mesmos, as circunstâncias em que nos encontramos não importam, nem quem nos rodeia. Temos o que precisamos e mais ainda. Podemos ser a melhor versão de nós e fazer o melhor possível. Podemos ter a melhor qualidade de vida possível, constantemente.

Ver as nossas necessidades satisfeitas

Toda a gente tem necessidades. Temos necessidades biológicas básicas de água, comida, ar e abrigo. Temos necessidades de segurança e necessidades sociais de pertença e amor. Quando temos essas necessidades satisfeitas, podemos avançar e trabalhar para que satisfaçamos as nossas necessidades de realização pessoal e sucesso.

Portanto, o que é que a auto-valorização tem que ver com necessidades? Existem duas maneiras de termos as nossas necessidades satisfeitas. Podemos satisfazê-las nós mesmos. Para fazer isso eficazmente, temos que ser capazes de nos valorizarmos o suficiente para justificar o esforço que temos que fazer para atingir tais necessidades a nós mesmos.

A outra maneira de satisfazer as nossas necessidades é através de trabalhar em conjunto com outros para as satisfazer. A verdade é que independentemente de quando satisfazemos as nossas necessidades, existe quase sempre mais alguém envolvido nesse processo de alcance da satisfação. Não podemos ser assertivos sobre obter ajuda para alcançar as nossas necessidades a menos que nos valorizemos o suficiente de modo a encarar o desafio. É verdade que podemos depender de outrem sem termos uma boa noção de auto-valorização, mas é provável que abdiquemos de necessidades tais como a independência se não nos valorizarmos a nós mesmos.

Quando temos uma forte noção de auto-valorização, podemos fazer o que precisamos de fazer com e sem outros de modo a satisfazermos as nossas necessidades o melhor possível.

Resolver problemas com confiança

Toda a gente lida com alguns problemas. Problemas surgem no trabalho, em casa e na comunidade em que vivemos. Quanto se apresenta, uma fraca noção de auto-valorização tende a despoletar sentimentos sobrecarga, saturação e impotência.

No entanto, quando temos uma forte noção de auto-valorização, temos maior probabilidade de aceitar os desafios que a vida nos apresenta. É mais fácil encontrar a força para encarar a dificuldade como um puzzle e não um castigo. Usamos a nossa inteligência e as nossas relações sociais para resolver o problema, sabendo que independentemente do que suceda, teremos valor enquanto pessoas.

Tomar decisões mais arrojadamente

Tomar decisões pode ser uma tortura se não nos valorizarmos. Iremos duvidar do nosso conhecimento ou habilidade de analisar a situação presente. Iremos preocupar-nos com as consequências que possam ocorrer se tomarmos a decisão errada e sentiremos que a probabilidade de isso acontecer é muito elevada. Se nos conseguirmos obrigar a tomar a decisão, será provavelmente a que tem menor risco (para nos protegermos) ou a que tem maior risco (porque nos sentimos tão desesperados que preferimos perder tudo que viver com incerteza).

Quando obtivermos uma noção saudável de auto-valorização, poderemos racionalizar o nosso processo de decisão e tomar a melhor decisão possível. Poderemos decidir entre se baixo risco, médio risco ou alto risco serem boas opções para a dada situação. Não hesitamos em decidir ou passamos a decisão para outra pessoa.

Sabemos que independentemente das consequências, a nossa vida será relevante. Sabemos que mesmo que o futuro revele que cometemos um erro, o que nós decidimos agora é a melhor decisão que podemos fazer neste momento.

Ter mais relações honestas

Podemos ter mais relações honestas quando temos uma noção elevada de auto-valorização porque não sentimos a necessidade de esconder quem somos. Não só relações amorosas, mas também relacionamentos profissionais, amizades e relações familiares são mais honestas quando nos valorizamos.

Em adição, se a outra pessoa na relação se comportar inadequadamente. Preocupamo-nos o suficiente com nós mesmos para lidar com a situação honestamente em vez de deixar o comportamento/atitude passar. Não toleraremos uma relação pouco saudável durante muito tempo, mas se a relação tiver salvação, as nossas habilidades de resolução de problemas dar-nos-ão jeito.

Ser mais realista nas expectativas

Pessoas que dão valor a si mesmas não exigem perfeição de si mesmas. Porquê? Porque estão tão em contacto com a sua humanidade fundamental que sabem que a perfeição não é uma meta realista para si mesmas ou para outros. Não se sentem ameaçadas pelo facto de que elas e outros cometerão erros ou que o mundo em que vivem não é sempre seguro e de confiança.

Ser mais resiliente

Dar valor a nós mesmos torna-nos mais resiliente a obstáculos que surjam. Quando pensamos mal de nós, temos maior probabilidade de nos sentirmos devastados com erros e perdas. Poderão ter imensa importância para nós, mesmo que sejam relativamente pequenos. Poderemos vê-los como sinais de que somos más pessoas ou perdedores.

Quando nos sentimos bem com quem somos, nunca nos sentimos como um falhados, mesmo após fazermos algo errado. Vemos essa ação como um fracasso, talvez, mas não generalizamos esse rótulo de modo a abranger a nossa identidade. Quando coisas más/negativas acontecem, lidamos com elas e seguimos em frente.

Como melhorar a nossa noção de Auto-Valorização

A auto-valorização é uma coisa magnífica! Como é que podemos melhora-la? Não é tão fácil quanto podemos pensar. Não existe nenhuma fórmula simples para mudar o que pode ser um padrão bastante enraizado de autocrítica e falta de amor próprio. Requer algum esforço e possivelmente alguma ajuda adicional para fazermos esta mudança monumental. Aqui estão algumas possibilidades de melhorar a nossa auto-valorização:

Usar afirmações da melhor maneira para nós mesmos

Afirmações positivas podem ser uma grande ajuda para aqueles de nós que já temos noções elevadas de auto-valorização. O problema é que se já nos sentimos mal com nós mesmos, provavelmente vamos sentir-nos pior se tentarmos dizer a nós mesmos o quão incríveis somos ou as coisas fantásticas que podemos fazer. É muito distante daquilo em que acreditamos e pode ser impossível de aceitar.

A maneira correta de usar afirmações quando começamos com fraca auto-valorização é de as fazer positivas, mas credíveis nos nossos olhos. Portanto, por exemplo, se queremos obter um emprego para o qual centenas de pessoas se candidataram, dizer a nós mesmos que vamos obter o cargo poderá parecer algo irrealista. Em vez, devemos utilizar uma afirmação tal como “Eu mereço ter um bom emprego tal como este e vou continuar a tentar até conseguir”.

Fazer o que gostamos

É comum as pessoas deixarem de parte aquilo que querem fazer. Em vez, querem um emprego que pareça estável e menos arriscado financeiramente. Muita gente está a aperceber-se disto nos dias que correm, fazer aquilo de que realmente gostamos tende a ter recompensas tanto pessoais como financeiras.

Quando fazemos o que gostamos, estamos a honrar o facto básico de quem somos e do que é importante para nós. Estás a afirmar o nosso valor próprio diariamente só ao trabalhar naquilo que nos deixa felizes. Como é que isto é possível? Porque estamos a dizer a nós mesmos, através de cada dia de trabalho, que o que é importante para nós é também importante o suficiente para passar o resto da nossa vida a fazê-lo.

Aceitar elogios

Quanto melhores ficarmos a aceitar elogios, maior facilidade teremos em aumentar a nossa auto-valorização. Digamos, por exemplo, que alguém elogia um quadro pintado por nós. Em vez de vermos o quadro através dos olhos dessa pessoa, temos tendência a ver as falhas no quadro. Estamos focados na cor que não conseguimos precisamente como queríamos ou no traço que não saiu tão rígido quando pretendíamos. Não aceitamos o elogio porque não sentimos que o merecemos

O que acontece quando nos permitimos a nós mesmos ver a pintura através dos olhos da outra pessoa é que talvez fiquemos conscientes das coisas que fizemos bem na mesma. Poderemos reparar que as proporções conseguidas estão excelentes, que a composição ficou bem estruturada… Agora estamos contentes com o que fizemos.

Parar de nos autocriticar

Por vezes estamos tão preocupados com ser criticados que nos criticamos a nós mesmos antes de qualquer outra pessoa ter essa hipótese. Pensemos de novo no exemplo da pintura. Mesmo sem a contribuição de mais ninguém, podemos construir a nossa auto-valorização ao olhar para o bem dentro de nós, dentro de quem somos, tanto no que pintámos como no que somos, independentemente do quão bem pintamos

Lembremo-nos de que há uma grande diferença entre identificar áreas que precisam de melhorar e criticarmo-nos a nós mesmos. A primeira é uma tarefa de resolução de problema. A segunda só tem um propósito, que é fazer-nos sentir mal com nós mesmos.

Encontrar o bem dentro de nós

Quando algo mau nos acontece, podemos reconstruir a nossa noção de auto-valorização ao pensar nas coisas em que somos bons nesse papel ou situação. Poderemos sentir que somos uma má figura paternal por termos perdido a peça da nossa criança. Em vez de nos definirmos como maus pais devido a essa instância, devemos olhar mais profundamente e encontrar as vezes que provam que somos bons pais.

Usemos “Eu sou” com cautela

Quando dizemos “eu sou”, estamos a criar limites em nós mesmos. Por vezes, definimo-nos de uma forma muito negativa. Em vez de nos atribuirmos um rótulo com palavras negativas, tentemos rotular o comportamento ou pensamento que nos preocupa. Em vez de dizermos “Eu sou estúpido por pensar nisto”, tentemos dizer “ Esta ideia não estava certa”. A diferença é que não podemos mudar quem somos. Temos muito pouco controlo sobre o que se passa na nossa mente, mas podemos mudar os pensamentos em que ficamos a “ruminar” e aqueles sobre os quais agimos

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